quinta-feira, 29 de março de 2012

Vida

Depois de algum longo tempo volto a publicar no Blog. O motivo? Devaneios.
Há um ano de regresso à Nova Friburgo/RJ ainda não consegui me adaptar a este estilo de vida. Tudo rotineiro e monótono, e definitivamente, essa não é a vida que escolhi para mim.
Não desmerecendo a cidade, pois Friburgo é linda, mas este não é o meu lugar.
Hoje, enquanto eu estava no banho fiquei lembrando de momentos em que vivi neste lugar, momentos bons mas que não voltam mais. Pessoas que passaram de algum modo pela minha vida e se foram, e cá estou... Com 25 anos de idade, eu pude vivenciar vários acontecimentos - que nem sempre foram positivos - mas que fizeram parte da minha história de vida e que ficarão marcados em mim enquanto vida eu tiver. E foi nesta linha de pensamento que me encontrei ou me perdi.
Percebi que tudo de emocionante que eu poderia viver eu já vivi, cheguei ao topo de momentos felizes e ao fundo de grandes tristezas e decepções. Percebi que minha existência neste "Universo de possibilidades" já não faz mais sentido, pois como já disse, eu acredito que já vivi tudo o que eu poderia viver.
Se algo melhor não faz parte da minha vida hoje é por minha incapacidade de conquistá-las, de viver de fato uma vida sadia mesmo com toda a saúde que tenho. Se algo melhor ainda não chegou, sinceramente, eu estou cansada de esperar que chegue.
O que está em questão aqui e creio que seja o maior problema é que estou cansada de acordar todos os dias e continuar fazendo parte da humanidade, estou cansada de continuar a viver, estou cansada de acordar todos os dias e ver as mesmas pessoas, vivenciar as mesmas coisas, sentir as mesmas sensações de angústia e medo, pois tenho certeza de que algo melhor não vai chegar tão cedo mas o pior está prestes a bater na minha porta. Estou com medo... medo de viver... medo de enfrentar o meu medo... e agindo assim como uma completa covarde, mas que seja! É o que tenho para o momento.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Aprendizados


Eu tenho pensado muito sobre tantos assuntos, mas acredito que ainda não seja o momento de desenvolvê-los. Estou buscando o equilíbrio entre os meus "eus", ou seja, tentando me reencontrar diante de tantas novas experiências... Não que sejam ruins, pelo contrário! São novos aprendizados, novas descobertas, um novo modo de vida.
Livre como borboletas, e nada mais justo do que colocar essa imagem.
As borboletas têm a própria liberdade, mas também necessitam de estar em grupo. E acredito que neste momento é assim que me sinto. Livre, liberta, mas precisando de uma coletividade que ainda não encontrei.

"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói." Cazuza

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A hora do adeus


Finalmente, amanhã é o dia da minha partida.
Não sei dizer muito bem como estou me sentindo... Até porque acho que estou anestesiada de tantas sensações, e nem todas são boas.
Estou animada com a minha ida devido ao meu crescimento pessoal e profissional, mas por outro lado, estou muito triste por estar deixando alguns planos, e principalmente, o meu amor verdadeiro.
Como bem diz a música "METADE" do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, "Que a força do medo que tenho / Não me impeça de ver o que anseio (...) Porque metade de mim é partida / mas a outra metade é saudade [...]".
Acredito que esta é a música em que mais me descreve no momento, e diante de tantos sentimentos incompreensíveis que me completam, me dilaceram.
Ah meu Deus!!! Como eu gostaria de escutar uma única frase da boca de minha morena esta noite... (Eu só queria escutar que ela gostaria tanto quanto eu de ficarmos juntas e mantermos uma relação a distância.) Será que isso é pedir ou desejar muito?
Hoje, eu fui em alguns lugares em que me lembro de bons momentos em que vivemos juntas... Como a Catedral da Sé, a Igreja de São Judas Tadeu, e andar sem destino de lá para cá no metrô de São Paulo. E isso para sofrer calada com toda essa situação.
Não quero que sintam pena de mim!
Quero que as coisas mudem, e é exatamente por isso que estou indo embora amanhã.
Ah meu Deus!!! Só você e eu sabemos o quanto está sendo dolorosa essa minha partida, o quanto minhas emoções estão desestabilizadas, o quanto estou com vontade de gritar desesperadamente, e simplesmente me afastar do mundo por um tempo indeterminado.
Talvez essa não seja a solução mais sensata, mas acredito que seja a única solução para que amenize um pouco o desprezo que estou sentindo por mim mesma depois de tantas burradas em que cometi. Que bosta!

Até um dia...
Ou até breve!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Reviravolta


Hoje, eu vou começar a postar aqui no blog com uma pergunta...
Sabe quando você acredita que as coisas vão de mal a pior, e de repente você recebe um "UP" e a mesma vida em que você achava uma bosta passa a ser a chance de novas vivências e de um futuro melhor?! - É bem assim que estou me sentindo!
Acho que as poucas horas em que fiquei sozinha, ajudaram-me a refletir sobre o universo de possibilidades em que está vindo ao meu encontro.
Não sei se os Deuses fizeram isso para o meu sucesso profissional e minha realização pessoal, ou então, Eles estão 'tirando uma' com a minha cara... (Creio eu que seja a primeira opção!).
Estou vendo a vida de uma maneira mais colorida, mais alegre; ao contrário do que eu vinha sentindo esses dias por estar pensando no meu retorno ao RJ. Depois dos meus instantes de reflexão... Cheguei a conclusão de que eu vou estar melhor em Nova Friburgo/RJ do que aqui em Osasco/SP, e não por causa das pessoas em que eu moro (Ou seja, as pessoas da minha segunda família), mas sim pelo fato de estar tendo um recomeço com meus antigos amigos. E principalmente, por estar mais uma vez tendo a oportunidade de cursar um Ensino Superior, e desta vez, vai ser diferente!
E vai ser diferente porque eu vou fazer a diferença!!!!
Aprendi a não pensar nessa mudança como algo que estou abandonando, mas como algo positivo que estou conquistando para mim e por mim, não e somente, porém, principalmente. E até mesmo essa dor que estou sentindo (por sair do lado da mulher que eu amo) está se tornando mais amena, mais suportável... Mais tolerável!
Eu tinha o costume de escutar músicas melodramáticas para chorar em momentos de tristeza, de separação, de mudanças radicais, ... Agora, eu estou me habituando a escutar músicas animadas, pois são com elas que meu humor vai se elevar, e eu voltarei a estar de bem com a vida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Desejos, vontades, necessidades...


Hoje, eu acordei me sentindo tão diferente.
Acordei cheia de desejos, vontades, necessidades. Levantei cheia de vitalidade!
Hoje, eu passei grande parte do meu dia lembrando de momentos em que vivi com você... Troca de olhares, atração física pelos movimentos da sua boca, arrepios ao sentir as suas respirações, encontros escondidos, conversas na Igreja, finais de semana assistindo a filmes, primeiro beijo, os instantes em que o vento me trazia o seu cheiro, conversas no "msn", e aquela timidez em que eu sentia nas preliminares. E lembrando desses momentos, eu consegui revivê-los em sensações inesquecíveis como aquele friozinho na barriga, aquela salivação na boca. Lembrei da nossa primeira vez!
Eu completamente sem jeito, sem saber o que fazer. E você? Nossa... Você sempre muito fogosa, atraente, sexy, conquistadora. Você? Você observando cada gesto meu, cada palavra, cada olhar... Analisando o meu jeito de ser, na cama.
Eu me lembro até hoje daquele seu beijo... Um beijo que me chamava de macho, que me dizia "vem me fazer sua mulher!". O beijo que atraia o meu corpo, e fazia com que meu corpo sentisse a necessidade do seu, de te tocar, de estar dentro de você.
Hoje, eu percebi que os nossos beijos não são somente beijos, e sim fazem parte do nosso desejo! Desejo de sentirmos os nossos corpos unidos, nossas pernas alternadas, nossos seios se tocando. Desejo de sentirmos que o nosso tesão se completa.
Eu querendo devorar você inteira, tornar você minha mulher, escutar os seus gemidos sem limites e sua voz me chamando de seu macho, sentir o seu corpo tremer de prazer, e fazer com que você se lambuze de gozo.
Você querendo ser devorada por inteira, sendo frágil, intensa e feminina, querendo ser dominada por esse macho aqui que deixa você louca de tesão, você querendo sentir os meus toques, as minhas mãos percorrendo as curvas do seu corpo, os meus lábios tocando os seus, o meu corpo completando o seu...
O nosso sexo é quase descrito na música "EU COMI A MADONNA" da cantora e compositora Ana Carolina, "[...] É dessas mulheres pra comer com dez talheres / De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé / Roer, revirar, retorcer, lambuzar / E deixar o seu corpo tremendo, tremendo e gemendo [...]", não é mesmo?
Hoje, sinceramente, eu acordei mais desejosa de você... E olha que nem mais um relacionamento nós temos a não ser uma amizade. E mesmo assim, eu continuo desejando o seu corpo com tanta intensidade que eu não compreendo!

Até breve para você, mulher da minha vida...

sábado, 21 de maio de 2011

Sempre há um novo dia


Eu nunca tive uma noite de sexta-feira tão inesperada quanto a de ontem.
Passei o dia inteiro preparando uma surpresa para a minha recente ex-namorada, e aguardando ansiosamente pela chegada dela em casa para ao menos vê-la bem e feliz. Só que de tanto aguardá-la, eu decidi que ia sair, pois a demora para a chegada dela em casa estava demais, e eu definitivamente não queria ficar aguardando por ela a noite inteira, sozinha, e completamente "down". Tenho sentido muito a falta dela ao meu lado como mulher, afinal, eu sei que tenho a amizade dela a qualquer momento. Sinto falta dos carinhos, dos olhares, dos beijos intensos, dos toques de desejo, do seu jeito sedutor, etc.
E ontem o tédio estava tomando conta do meu ser, eu precisava realmente sair. E quando eu finalmente decidi, ela liga para casa e diz que já está a caminho; contudo, eu como uma mulher apaixonada voltei atrás na minha decisão e resolvi ficar com ela, em casa.
Moral da história... Ela chegou, eu resolvi ir somente a padaria comprar uma cerveja, ela resolveu ir comigo pois achou que eu estava escondendo algo, e mais uma vez acabamos discutindo depois. Creio que eu tenha dito coisas as quais ela não pretendia escutar, da mesma maneira em que ela me disse coisas as quais eu não pretendia escutar.
Depois de mais uma discussão, eu fui dormir pois o clima estava tenso, e durante a noite tive um pesadelo que me pareceu muito real e eu não conseguia acordar. Fiquei vivenciando traições, mentiras e omissões, e os meus sentimentos estavam sendo feridos mesmo que em um sonho ruim. E quando consegui acordar, virei para o lado, olhei para ela dormindo e não parei de chorar, e chorar, e chorar, e chorar...
Tentei me acalmar, e consegui. Voltei a dormir e hoje acordei com um sentimento muito estranho, porém profundo. Àquela angústia em que senti durante a noite se transformara em silêncio, em observações, em olhares.
E agora, eu estou ao lado da mulher da minha vida, e ela está dormindo calma e tranquilamente. Eu sei que a amo, eu sei que a quero bem, porém quero também alguém que me ame e que me queira bem. E fica a dúvida... Será que um dia ela irá me amar como eu a amo?
Sinceramente, eu não tenho a mínima idéia se isso irá acontecer, e também não vou ficar criando falsas expectativas, pois nem namorando estamos mais...
Eu só sei que vou aprender a ser forte, a não deixar me abater por qualquer sonho, ou por qualquer motivo em que alguém me dê.
Estou voltando a morar no RJ, a falta dela vou sentir de fato, mas vou ter que me acostumar!!! E mesmo que ela jamais se encante por mim, ou jamais sinta o que eu sinto, vou continuar vivendo e crescendo por mim e para mim, pois sempre há um novo dia para nos levantarmos de uma queda, seja ela qual for, e seguirmos em frente.
Como diz o ditado popular "O que não mata, me fortalece e ensina a viver!".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Antes tarde do que nunca


Mais um dia está passando e eu aqui refletindo sobre as radicais mudanças da minha vida.
Como já disse, anteriormente, não está sendo fácil reconhecer alguns erros em que cometi, e muito menos aceitar as consequências dos mesmos. Porém, não posso fugir de algo que, por mais que me doa, vai ajudar no meu amadurecimento como ser humano.
Já fugi demais, já prorroguei as minhas responsabilidades, já perdi muito tempo da minha vida com coisas fúteis, e não vou cometer os mesmos erros em que me fizeram e estão me fazendo mal.
Há algum tempo, eu deixava com que meus familiares controlassem o modo com que eu me vestia, as pessoas com quem me relacionava, e as responsabilidades que eu deveria ter. E o pior, eu estava vendo tudo isso acontecer e permanecia estática, conformada... Como já bem diz o ditado popular "O pior cego é aquele que não quer enxergar".
Mas como bem diz também um outro ditado popular "Antes tarde do que nunca"; hoje aos 24 anos, eu resolvi tomar as rédeas da minha vida... Ser quem verdadeiramente sou, sem medo, sem vergonha. Assumir as minhas responsabilidades, crescer profissionalmente, amadurecer de fato, e isso independente de estar sozinha ou em algum relacionamento.
Aprendi que em primeiro lugar vem EU, em segundo lugar EU, em terceiro lugar EU, e depois minha família, é claro! E apesar de tudo, eu não estarei sendo egoísta ou egocêntrica agindo desta forma, não é mesmo?!
Eu cresci, e estou em constante crescimento...
Não quero me entregar a uma relação em que só eu abra mão de algo. Quero alguém que consiga abrir mão de algumas coisas também. Quero alguém que seja maduro, que queira se entregar tanto quanto eu quero; pois não quero ficar somente em um namoro... Quero uma relação com alguém que pense em construir um futuro juntos, e assim podermos nos casar e constituir, de fato, uma família harmoniosa e equilibrada.
Eu quero mais é viver o universo de possibilidades que está surgindo na minha vida, e ampliar sonhos, desejos, conhecimentos, concretizações e obstáculos (afinal, são com eles que vou me fortalecer).
Eu quero ouvir, tocar, cantar, sentir, dançar, escrever, conhecer, arriscar... Quero sentir o toque suave do vento e o cheiro que ele me traz, quero ouvir o que a mata tem a me dizer, quero dançar numa noite de Luar, Lua Cheia... Quero cantar com os pássaros, quero a massagem da correnteza dos rios, quero conhecer mais sobre as energias da natureza.
E sim... Estou entregando a minha vida aos Deuses e Deusas, mas não esperando que algo caia do céu, e sim lutando por um crescimento que é destinado a mim.

Até a próxima!